Pai - Figura Ausente: como Resgatar esse papel em extinção

Autor: Denisval Pereira de Andrade – denisval.andrade@terra.com.br

Resumo:Há muito que se refletir sobre as conseqüências da ausência da figura paterna na formação da personalidade dos filhos, resgatar a maturidade da identidade adulta que procura um significado para sua vida, sob o enfoque teórico e filosófico do sentido da vida, e o trabalho terapêutico de Viktor E. Frankl.

Palavra- chave: ausência, resgate, sentido da vida.

Introdução:A ausência do pai é um problema mundial: No Brasil, um censo realizado em 2000 revelou que, do total de 44,7 milhões de famílias, 11,2 milhões eram dirigidas por mulheres. Hoje os jovens anseiam pelo pai, esses jovens detêm sua evolução na fase do “valentão”, outros destroem a relações.O resgate está em estabelecer contato com a maturidade da personalidade adulta, profunda, viva, sólida. Onde o papel não está na hostilidade e na agressão, mas na decisão firme de conhecer e defender aquilo que amamos.Desta forma é possível fomentar a resiliência, desenvolver a capacidade humana para fazer frente às advertências d vida, recuperá-las e dela sair fortalecido e transformado. Não significa negar a situação, mas recuperá-la, para ressignificar o problema que constitui parte da história do sujeito.Viktor E. Frankl, muito escreveu e falou sobre o sentido da vida, quando não damos sentido a vida, esta perde seu valor. Cada ser busca dentro de si, um sentido pelo qual vale a pena viver. É necessário viver intensamente, e no decorrer da vida é preciso aceitação para compreender e ressignificar o velho e coragem para buscar o novo.Para Frankl (1991), existem ocasiões em que é necessário se distanciar, ficar só consigo mesmo e com os próprios pensamentos, pela saudade de um lugar de recolhimento e solidão. Buscar algo diferente em si, e no estar só, transformar este momento em uma oportunidade para meditar e contemplar as forças para resgatar a maturidade da identidade adulta e o sentido da vida.A obra de Robert Bly (1991) reafirma o poder que as histórias antigas têm de guiar, curar e transmitir novas formas de agir.

Objetivo:Reconhecer e identificar as possíveis conseqüências da ausência da figura do pai na formação da estrutura de personalidade de um indivíduo.

Metodologia:Trata-se de investigar através de revisão bibliográfica em publicaçõe realizadas sobre o tema.

Conclusão:A vida como missão é especificada e única para cada situação e indivíduo, “a missão não muda apenas de homem para homem... muda também de hora em hora, em decorrência do caráter irrepetível de cada situação” (Frankl, V. E., 1989).Diante disso, fica fácil pensar que um pai ausente pode se reestruturar após entender o sentido da vida e desempenhar o papel que ele determinar para influenciar seu filho.O distanciamento entre o homem e sua família, denuncia a fragilidade da relação entre pai e filho, principalmente quando se trata de crianças do sexo masculino. Entender a questão do pai, a identidade masculina culturalmente determinada, tem sido alvo recorrente de estudos na atualidade, e há muito ainda que se refletir. (Silva & Resende, 2004).O homem se realiza esquece-se a si mesmo, doa-se e concentra seus pensamentos para além de si. A busca ansiosa da felicidade impede a felicidade.A metáfora de João de Ferro ilustra um caminho a ser percorrido, capaz de fazer refletir, buscar e resgatar a real identidade da personalidade adulta, que ao contrário de alimentar a imagem do pai severo e autoritário, o faz idealizar um pai que propõe a assumir o seu papel.O caminho para o desenvolvimento é o encontro consigo mesmo, buscando novas maneiras de agir.A humanização da figura paterna recupera a imagem do pai, que merece descanso, mas compreende seu papel ligado à manutenção da família a sabe priorizar os filhos e dedicar a eles amor, tempo e atenção. O amor carrega nossa existência de sentido. Assim não é o que, nem o como fazemos que determina o sentido, é para quê.“Quando não temos mais condição de mudar uma situação, somos estimulados a mudar a nós mesmos” (Frankl V. E.